
Dia triste. Demasiadas desgraças. Duas perdas enormes. Coração vazio, mas carregado de tristeza. Desilusão. Revolta.
Quero muito acreditar que Deus escreve direito por linhas tortas, mas às vezes acho que mais depressa escreve torto por linhas direitas.
Hoje, mergulhei-me no trabalho. Por muito que eu, e o resto do mundo, reclame com o trabalho, com o stress, com as milhares de coisas na cabeça por dia, por vezes é o melhor remédio. Enquanto estive mergulhada na minha pseudo vida de jorna, não pensei em mais nada. Os problemas ficam lá fora. Em retiro espiritual, à espera de me assombrar no momento em que eu atravessar a linha do emocional.
Assim foi. Pisei a linha, e lá estavam eles. Como sempre.
Hoje, mais do que nunca, sinto o sentimento de perda atravessada na minha garganta. Sinto que a qualquer momento, vou vê-lo a sair da minha varanda, e a desaparecer por entre o Largo da Lapa. Fico à espera. Sempre à espera. No entanto, nada acontece. E eu não quero deixá-lo a morrer ao frio.
O mundo é injusto. Eventualmente, se chegar aos 99 anos, vou acabar por ser capaz de perceber isso.
Até lá, revolto-me. E tenho saudades. E escrevo. Escrevo. Escrevo...
Ariana
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